21.9.16

Resenha Premiada | Labirinto

21.9.16
Recebido em parceria com a Darkside Books

Hoje vou falar de um livro encantador: Labirinto, um lançamento da Darkside Books. Só avisando, esse é um daqueles posts enormes cheios de fotos e gifs.

Na história temos Sarah, uma jovem que vive com o pai, a madrasta – de quem ela tem raiva - e seu meio-irmão Toby de quem ela às vezes não gosta muito. Não se sabe da mãe dela.

Em dada noite quando o pai e a madrasta saem, algo que acontece bastante, Sarah tem que cuidar do meio-irmão, enquanto ensaia para a peça da escolaLabirinto – em que precisa decorar determinadas falas, mas tem muita dificuldade de se lembra da finalização de uma espécie de pedido/encantamento.



Logo nesse dia, Toby resolve dar mais trabalho que o comum e a menina acaba citando as palavras da peça, onde duendes “roubam” o bebê. O que ela não esperava é que isso realmente fosse acontecer. 

"Eu desejo que os duendes realmente venham e levem você embora... agora." - p. 28

19.9.16

Resenha | Confissões do Crematório

19.9.16
Recebido em parceria com a Darkside Books

Confissões do Crematório é o livro de Caitlin Doughty, uma agente funerária que conta as suas primeiras experiências no trabalho. Ela, com seus 23 anos entrando em um universo onde a morte é o foco. Interessante não? 

O livro em si já chama a atenção pela temática. Uma jovem narrando suas experiências com a morte. A MORTE. Um assunto tão complicado de ser falado pela nossa vontade de viver pra sempre, pelo nosso medo de um dia morrer. Mas a morte vem pra todos um dia. E é isso que Caitlin quer mostrar. Que não é algo a ser temido, é só algo que você deve aceitar que vai chegar e continuar vivendo sua vida normalmente até lá. 

"Nossa identificação humana com os mortos sempre nos faz ter a impressão de que o falecido deve estar sentindo dor, embora o vazio nos olhos do homem me dissesse que ele tinha abandonado a propriedade proverbial há muito tempo." - p. 31

Confissões do Crematório
Confissões do Crematório


A sua primeira experiência de morte veio quando ela tinha apenas oito anos. Estava em um shopping e viu uma menininha caindo de uma escada rolante, de uma altura muito grande – valeu aí, eu nem tinha medo das tais escadas rolantes, agora então... –  Como é óbvio, seus pais levaram ela no outro dia, depois de uma noite mal dormida da pequena Cait,  para comer panquecas e nunca mais falaram do “incidente”. 

Isso a marcou mais do que podia-se imaginar, tanto que ela escreveu um livro sobre a verdade em relação a morte. Coisas que você não ouve as pessoas conversando numa roda de amigos. “E aí, como você quer seu caixão?”

"Aquele baque, o barulho do corpo da garota batendo no laminado, se repetiria na minha mente sem parar, um baque surdo atrás do outro." - p. 44

Confissões do Crematório
Confissões do Crematório


"O mais surpreendente nessa história [da sua primeira experiência com a morte] não é uma garota de 8 anos ter testemunhado uma morte, mas o fato de ela ter demorado oito anos inteiros pra isso." - p . 45

A escrita da Caitlin é bem fluída, ela tem um certo humor – que traz do seu canal no Youtube – que faz com que se alivie a leitura, mas sem deixar de falar duras realidades. Tipo o cheiro da decomposição de um corpo ou um suicida que os pais contrataram o serviço de cremação por telefone para não ter que encarar a situação de fato. Muitas coisas na leitura me incomodaram - no sentido de que me fizeram refletir. Outras foram surpreendentes e outras eu sabia inconscientemente. E isso porque eu também nunca havia parado pra pensar que essas determinadas coisas aconteciam de verdade.

"A mãe estava morrendo e a filha sabia. Recusar-se falar sobre o assunto e chamar a morte de inesperada não é uma desculpa aceitável." - p. 119

Confissões do Crematório é obviamente uma não ficção, mas é fácil se deixar levar pela leitura. Algumas coisas que ela fala são tão estranhas que realmente parecem inventadas, mas é só porque a gente não busca saber mais sobre a morte. 

Recomendo a leitura para quem planeja morrer – como está na capa do livro – e sim, todos vamos. Então por que não? 


Confissões do Crematório

"Mesmo que passemos o dia encontrando jeitos criativos de negar nossa mortalidade, por mais poderosos, amados e especiais que nos sintamos, sabemos que estamos fadados à morte e à decomposição. Esse é um peso mental compartilhado por poucas e preciosas espécies na terra." - p. 70

12.9.16

Resenha | Serial Killers Louco ou Cruel?

12.9.16
Recebido em parceria com a Darkside Books

Louco ou Cruel é um dos livros da Ilana Casoy lançados pela DarkSide Books (por que qual editora seria melhor pra esse estilo de publicação né?) 

Foi até engraçado porque eu costumo levar um livro pra onde quer que eu vá e em um desses dias eu tava no ônibus com esse e as pessoas olhavam tipo: que menina doida. 

Louco ou Cruel vai primeiramente nos trazer alguns aspectos que envolvem certas perguntas como O que pode levar alguém a se tornar um serial killer? Em sua maior parte, essa tendência vem da infância. Pode ser fruto de determinado tipo de abuso, ou alguma parte disfuncional do cérebro do indivíduo... 



Serial Killers Louco ou Cruel?

O livro também aponta como era e são feitas as investigações do FBI. Desde a coleta de evidências de uma cena de crime, passando pela criação de um perfil psicológico e finalizando com a identificação de quem cometeu aquela atrocidade. 

Depois passamos para os estudos de casos como é de praxe nesse estilo de livro, alguns eu já tinha “familiaridade” porque foram citados no Anatomia do Mal da mesma editora, mas em Louco ou Cruel eles são mais aprofundados. Na maioria dos crimes eu fiquei bem assustada com a capacidade do ser humano de não ser humano. São situações tão horríveis que parece que você está lendo uma ficção. É chocante saber que existem mentes tão doentias. Todos os casos vem com imagens da pessoa que cometeu os crimes e como diria uma amiga minha “Se você vê um óculos redondo fundo de garrafa pode ficar atenta que provavelmente é um serial killer.” Brincadeiras a parte, o livro realmente mostra que esses caras tem um determinado perfil, claro que existem as exceções da regra, mas sempre bom esse tipo de informação.


Serial Killers Louco ou Cruel?
Serial Killers Louco ou Cruel?

Obviamente, essa é uma leitura pesada. Não é um livro que você lê rápido, é preciso digerir cada caso e perceber que tudo aquilo realmente aconteceu e que existem pessoas más e loucas no mundo. Esse é um livro pra quem se interessa no assunto relacionado a serial killers e que não tem problemas com informações meio cruas – dado o tema do livro. Se você se encaixa numa dessas categorias ou tem vontade de ver se tu serve pra coisa – pra ler esse tipo de livro, não pra ser um serial killer, por favor – acredito que Louco ou Cruel é uma boa pedida.


"Nós Serial Killers, somos seus filhos, nós somos seus maridos, nós estamos em toda parte. E haverá mais de suas crianças mortas no dia de amanhã. Você sentirá o último suspiro deixando seus corpos. Você estará olhando dentro de seus olhos." - Ted Bundy (Serial Killer)


8.9.16

Resenha | Essa Luz Tão Brilhante

8.9.16
Recebido em parceria com a Editora Arqueiro

Essa Luz Tão Brilhante traz a história de Lucille Bennett, uma garota de 17 anos que perdeu a estabilidade familiar em meses. Primeiro, o pai dela surtou e foi declarado como mentalmente estável e agora está em uma clínica por ordem judicial. A mãe aparentemente desistiu de tudo e foi embora de “férias”. Não voltou até agora. Lucille fica então responsável pela irmã de nove anos Wren. Agora a jovem tenta esconder dos vizinhos que está sozinha cuidando da irmã. As únicas pessoas que sabem são sua melhor amiga Eden achei esse nome super masculino, me confundi horrores no início da leitura – e o irmão gêmeo dela Digby

"Como é que uma estrela que mal se nota se transforma no sol?" - p. 16


Essa Luz Tão Brilhante


O livro tem uma pegada de YA e romance. No meio de toda essa confusão, Lucille percebe que vê Digby com outros olhos. O problema é que ele tem uma namorada. Ou seja, ferrou mais ainda né. O que me irritou nessa parte da história foi que Eden – irmã gêmea e melhor amiga de ambos – fica chateada e simplesmente PARA DE FALAR COM A GAROTA. Parem um minuto e pensem o quão egoísta ela foi. Sério, bela amiga, hein?

"Algumas coisas não podem ser desditas, desfeitas." - p. 53


Enfim, a narrativa é feita na primeira pessoa pelo ponto de vista de Lucille. A personagem é bem forte com tudo o que tá acontecendo. Inclusive, da família inteira ela provavelmente é a mais madura e que não saiu correndo na primeira dificuldade. Mas ela cria segredos demais que acabam não sendo tão secretos assim. Wren é uma graça de criança que é tão forte quanto a irmã. Digby é um amor também, mas alguns aspectos me deixaram com pé atrás. 

"Tenho pensado que talvez existam coisas que simplesmente não podem ser explicadas. Que talvez, quando várias coisas ruins acontecem, coisas boas vêm logo em seguida." - p. 86


Essa Luz Tão Brilhante


O livro tem tudo pra ser uma bela história de superação. A escrita é poética, fluída e metafórica em algumas partes, o grande problema é a quantidade de perguntas deixadas em aberto. Comentei no Instagram e Twitter que estava com medo da finalização do livro ser muito corrida. Existe uma reviravolta nas últimas cinquenta páginas que deixaram tudo ainda mais corrido ainda. Muitos questionamentos ficam em aberto na história e isso me frustrou bastante. O livro é curto, e a autora deveria ter trabalhado melhor nisso. A história é sim ótima, mas não foi bem desenvolvida. Me conectei com Lucille rapidamente, mas isso se perdeu no final. 

" – As pessoas são boas. – afirma ela. – Às vezes.
– Não. – discorda Digby. –As pessoas têm boas intenções. São duas coisas completamente diferentes." - p. 62

Essa Luz Tão Brilhante

A leitura é agradável, bonita e rápida. Mas eu recomendaria você não ir com muita sede ao pote por alguns desses buracos deixados na história. Pelo o que eu vi no Goodreads existe um segundo livro – cujo título e sinopse não vou revelar pois é um grande spoiler desse – mas não sei se vão ser respondidas as perguntas de Essa Luz Tão Brilhante. Não fica claro se será uma sequência. 

"Negação é para fracassados. Encare suas merdas e siga em frente." - p. 145

Bela Psicose - 2016

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