22.6.18

Resenha | Um Verão na Itália

Recebido na VIB


Um Verão na Itália é o primeiro livro da série (acredito que será uma série) As irmãs Shakespeare. Nesse volume, vamos acompanhar Cesca, 6 anos antes do ponto inicial do livro, ela estava prestes a estrear sua peça - Cesca é roteirista - quando o ator principal, Sam Carlton simplesmente foi embora. O ator substituto era ruim, e a peça acabou sendo cancelada, deixando Cesca com ódio mortal de Sam, e com seus sonhos destruídos.


No início do livro, Cesca está trabalhando como garçonete em um desses cafés londrinos que são cheio de gatinhos. O problema é que Cesca não gosta de gatos, e desde o fracasso de sua peça, pula de emprego em emprego não conseguindo se manter por muito tempo em um. E o maior problema é que ela não consegue mais escrever.

❝Duas pessoas nunca liam a mesma história, porque cada uma trazia sua própria visão de mundo.❞ - p. 112
Mas seu padrinho Hugo surge com uma oportunidade incrível, ela pode ir para a Itália, cuidar de uma Villa (uma residência campestre) enquanto os caseiros Gabi e Sandro vão ajudar a irmã dele com o novo bebê da família. Lá ela faria pouquíssima coisa, tendo bastante tempo para recuperar seu dom de escrever e em uma ambiente lindíssimo e inspirador. Ela decide ir mesmo sem estar muito confiante.

8.6.18

Resenha | Volta para Casa

Recebido em parceria com a Editora Arqueiro


❝[...]A dor é melhor. Porque viver a dor é melhor do que dar meu filho como morto e tocar o barco adiante. Não há mãe que faça isso, que desista de encontrar um filho desaparecido. Com a dor eu consigo viver; com a derrota, não.❞ - p. 127

Volta Para Casa é um dos livros em que Harlan Coben conta a história de Myron Bolitar - não, não li os outros, mas com certeza vou. Além desse livro tive só uma outra experiência com a escrita do Harlan, há muito tempo e gostei da história, mas demorei tempos pra pegar outro livro. Vamos a resenha.

Volta Para Casa vai trazer a história de duas famílias - Moore e Baldwin - que se viram transformar em um foco de tragédia. Patrick Moore e Rhys Baldwin com apenas 6 anos de idade estavam na casa de Rhys brincando, na responsabilidade da babá finlandesa de 18 anos. Quando Nancy (mãe de Patrick) vai buscá-lo ninguém atende a porta, isso depois de um tempo vira uma preocupação pra ela, quando avisa Brooke (dona da casa e mãe de Rhys) elas duas correm para lá e descobrem a babá amordaçada em uma cadeira e os dois meninos desaparecidos. De acordo com a babá, homens armados apareceram na cozinha enquanto ela preparava um lanche pros meninos, que logo a prenderam na cadeira e pegaram os meninos. Um pedido de resgate foi feito, mas nunca ninguém apareceu no ponto de encontro para pegar o dinheiro. Dez anos se passaram e nada. As duas famílias estão sofrendo.

❝É assim que eu gosto de trabalhar. Ou de investigar. Faço um monte de perguntas imbecis. Dou um monte de tiros no escuro e às vezes acabo acertando em alguma coisa.❞ - p. 123

24.5.18

Resenha | É Assim que Acaba



Que livro doloroso.

E eu falo isso pela segunda vez.
 
Assim como a maioria dos livros da Hoover, na época do lançamento eu li em inglês. Mas confesso que eu demorei muito a continuar essa leitura da primeira vez.

É assim que acaba conta a história de Lily Bloom, hoje ela tem 24 anos e viveu numa casa onde a violência doméstica era muito presente. O seu pai agredia sua mãe como em uma rotina, e isso ficou marcado pra sempre em sua memória. A história se inicia no dia em que Lily teria que ter dado um discurso no funeral de seu pai, ela está no topo de um prédio pensando na vida e na morte quando conhece Ryle, um neurocirurgião que está bem estressado nesse dia. Os dois ficam algum tempo no telhado e se conhecem, Lily tem o sonho de ter uma floricultura (sim, é bem irônico considerando que o seu nome numa tradução é Lírio), mas ela acha que esse é um sonho muito difícil de alcançar no momento. Lá eles se conectam de uma forma impressionante, mas percebem que querem coisas diferentes. Ele é um cara de uma noite só é até nunca mais e ela deseja mais que isso. Então eles seguem em frente.

"Sinto que todo mundo finge ser quem é, que, no fundo, somos todos igualmente ferrados. Alguns apenas escondem isso melhor que outros." -p. 21
11.5.18

Resenha | Os Quase Completos


O quase completos conta as histórias de três personagens: o Quase Doutor é um cardiologista muito conhecido, mas que na realidade é um artista frustrado que nunca pode viver seu sonho. A Quase viúva é uma professora que está de licença porque passa os dias em um hospital com seu noivo que está em coma. E o Quase repórter é um jornalista que se decepcionou com a carreira e que perdeu sua mulher num aparente suicídio, mas ele não acredita nisso e tenta provar isso. Todos eles possuem um fator em comum, não são completos, sentem um vazio, cada um por seu motivo.


A caminho do trabalho, o Quase Doutor é convencido por um senhor chamado Barfabel, completamente desconhecido a embarcar em um ônibus tão desconhecido quanto e em condições estruturais ruins. Mas algo o impulsiona a embarcar nessa viagem, que logo se mostra muito intensa. A Quase Viúva passa a acreditar que alguém quer matar seu noivo, e essa pessoa está dentro do hospital no qual ele trabalhava e está internado. E o Quase repórter começa a teorizar que sua mulher foi assassinada, e adivinha onde todos eles acham que as respostas estão? No ônibus que o Quase Doutor está.



 

Eles acabam em um lugar que nem parece possível, e nele precisam passar por coisas que vão forjar sua coragem, pois eles precisam enfrentar medos e questões difíceis em relação às perdas que tiveram.

Vou ser bem sincera, eu meio que abandonei o livro. Acho que fui uma das poucas pessoas que não conseguiu seguir em frente com a leitura. Li mais ou menos uns 60%, me forçando a seguir em frente, mas chegou num ponto que não deu mais. Desde o início, achei a narrativa muito muito arrastada e eu tinha a sensação de que nada de interessante estava acontecendo. Consigo ver o tom de “superação” e liberdade que o livro traz e que todos comentam nas suas resenhas , mas mesmo assim, isso não foi suficiente pra eu me sentir motivada a ler.

O livro é narrado na primeira pessoa, intercalando os três personagens, onde cada um mostra sua realidade, até onde eu li, a trama que eu me sentia menos entediada lendo foi a do Quase Repórter. Talvez o problema seja eu e o momento em que eu li o livro, não estão compatíveis. Posso tentar mais na frente, e mudar de opinião. Ou não.


Infelizmente não foi uma leitura que me animou, e eu fiquei muito presa nele, é o fato de eu me sentir “obrigada” a ler porque muita gente me falou que a história melhoraria me fez ter uma leve ressaca.


Não considerem só a minha opinião, porque ela foi minoria hahaha.


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