17.1.17

Resenha | Casos de Família - Ilana Casoy

17.1.17

O livro Casos de Família nasceu de um projeto onde Ilana Casoy pegou seus cadernos de anotações de dois casos muito repercutidos no Brasil e trouxe à público. Os casos são os do Richthofen e dos Nardoni. Vou deixar claro aqui pra vocês que comecei a ler o dos Richthofen, mas em dado momento não consegui prosseguir pelo peso do crime. Pelo o que notei, o primeiro caso citado no livro tem mais detalhes de todo o processo de crime – acusação – autópsia -julgamento, enquanto os dos Nardoni temos foco no julgamento. Então, não consegui prosseguir a leitura em relação aos Richthofen, deixo uma resenha onde ela conta mais dessa parte.


Minha resenha será focada no caso Nardoni, que eu acompanhei na época dos acontecimentos (tanto do crime, quanto do julgamento). Sim, eu era uma criança, mas toda a situação me chocou de tal forma que eu acompanhei tudo.

"[...] Ela [Jatobá]  não parava de gritar, falei pra ela ficar quieta, pedi pra ela calar a boca, que eu não estava aguentando mais ela gritar. Aí ela mandou eu calar a boca também, me xingou e disse que aquela situação só estava acontecendo por causa da minha filha, que aquilo era por causa dela." - p.  297 (Ana Carolina de Oliveira - mãe de Isabella em depoimento)

11.1.17

Resenha | Bom Dia, Verônica

11.1.17
Recebido em parceria com a Darkside Books

Bom dia, Verônica é um livro nacional da Andrea Killmore (ou Andrea MataMais hahaha). Nossa autora usa um pseudônimo e ninguém sabe muita coisa dela e parece que quanto menos a gente sabe melhor. O livro tem alguns aspectos reais de coisas que aconteceram com ela, mas a gente não sabe exatamente o que foi, vou explicar.

Verônica é secretária da polícia civil e ela trabalha para o Carvana, um cara meio grotesco, mas que é até legal. Ela estagnou nessa posição por uma determinada situação do passado. Em um dia de uma rotina cansativa na delegacia, ela vê Marta Campos saindo da sala de seu chefe aos prantos. Ela se sente mal pela moça que aparentemente está doente, mas não tem lá muito tempo pra ajudá-la já que Marta acaba se suicidando. Verônica decide investigar o que aconteceu pra fazer alguém chegar ao ponto de encerrar sua vida.

Além do caso de Marta, também veremos a situação de Janete que é um tanto pior. Agora Verônica tem dois casos, um de um possível necrófilo golpista de mulheres em situação emocional instável e um potencial serial killer que também é um marido abusivo. 
"Você faz cem coisas certas, mas os sacanas só se lembram de uma coisa errada." - p. 17

Resenha | O Homem que Caiu na Terra




Thomas Jerome Newton é uma alienígena, sim, um alienígena vindo de Anthera. Ele vem para a Yerra com uma missão que pra início de leitura a gente não sabe muito bem o que é. Só sabemos que é caro. Jerome vai precisar se adaptar a Terra nos anos 80, a maior parte das coisas daqui (clima, roupas, bebidas...) incomoda o seu corpo antherano, mas é um sacrifício que ele está disposto a fazer.


Assim que chega na Terra começa a tentar ficar milionário – lembra que eu disse que o plano é caro? – primeiro ele vende anéis com pedras preciosas que ele trouxe consigo, depois ele junto do advogado Farnsworth começa a usar sua inteligência alien para ganhar dinheiro. Com ajuda de Farnsworth e de sua empregada Betty Jo ele consegue se manter afastado da maior parte das pessoas – apesar da estrutura física ser bem parecida com um humano, ele tem peculiaridades, os olhos, os cabelos. 
 



Outro personagem interessante no livro é o Dr. Bryce, ele é professor de química e logo no início do livro encontra uma máquina fotográfica com uma tecnologia de revelação que não pode ser explicada. Só se for de outro planeta.


See my point?

A narrativa é feita na terceira pessoa e tem uma crítica bem óbvia a como os seres humanos são. Nosso personagem principal em determinado ponto entra em crise identidade, ele não reconhece mais seu lado Antheano porque assim como qualquer um de nós, ele é seduzido pelos prazeres da Terra. Ele fica mais solitário ainda, sempre bebendo Gim – o que acalma o seu corpo antherano – é até triste perceber em que ponto ele chega porque fica uma reflexão: será que mesmo sendo humanos, também não ficamos perdidos como ele? A escrita melancólica e quase poética ajuda muito no clima que o autor pretendeu criar. 
 

A leitura flui bem, apesar de eu ter demorado um pouco a entrar no clima de início. Também existe um filme que é muito fiel a obra, contendo pequenas diferenças pra mostrar a quem assiste a humanização de Jerome. Acredito que seja uma leitura que deveria ser feita por todos pela reflexão que fica em relação a sua humanidade.


Uma notícia bem legal é que AMANHÃ, dia 12/01, o filme volta aos cinemas! SIM! Terá sessões em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Curitiba, Porto Alegre, João Pessoa, Recife e Fortaleza. Então corre e vai lá assistir porque é maravilhoso!


 
6.1.17

Resenha | Dartana

6.1.17


Dartana é um planeta amaldiçoado. Todo o seu povo não consegue reter nenhum tipo de conhecimento, durante a noite, qualquer coisa que eles tenham aprendido simplesmente some das suas mentes. Existe uma forma dessa maldição se extinguir da população, no Combateon onde deuses lutam – e ganham - por eles que vivem em Dartana.

A narrativa é feita por várias pessoa no livro, mas duas se destacam. Jeliath que é um construtor e consegue manter uma pequena linha de raciocínio pra contabilizar gado e Dabbyne que tenta provar pro namorado que o tal deus que vai salvar todos é realmente real, pois a maior parte do povo não tem mais fé na quebra da maldição. 
 
"Durava um segundo. Sua pele se arrepiava inteira quando ele percebia que tinha algo se desvendando nos meandros da mente e então, como uma brasa fraca, a imagem da ideia se apagava, sendo-lhe roubada." - p. 11
 
Um detalhe importante pra existirem pessoas que duvidam desse deus é que de tempos em tempos ele “nasce” pra ir lutar por Dartana, mas antes disso, algumas feiticeiras vem ao povo pra escolher algumas pessoas dele pra serem parte dos “guerreiros” desse Deus, o grande problema é que nenhum dos que foram lutar no Combateon voltaram deixando famílias órfãs de suas presenças. Temos um núcleo na Terra com Glaucia e Doralice. Tia e sobrinha, elas são peça chave na história e imagina uma CRIANÇA que é o espelho pra uma deusa da GUERRA.
 


O livro é ENORME e muito denso. O universo criado pelo autor é bem desenvolvido e apresentado, só tive problemas às vezes com o fato de em determinados momentos a escrita ser meio “parada”. Foi um livro complicado de ler pelo tamanho que é um tanto assustador, mas vale bastante a pena tentar conferir essa história que não contém vampiros haha. Os vários pontos de vista me confundiram um pouco no início e temos muitos nomes meio estranhos para guardar, mas isso é mero detalhe no universo de Dartana. Você fica curioso pra saber como vai se dar esse batalha entre deuses e se Dartana finalmente vai adquirir o conhecimento que tanto deseja.

"As feiticeiras diziam que havia forças no universo que queriam que as coisas fossem assim." - p. 64

Bela Psicose - 2016

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