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30.5.16

Crônica | Quem queira ir

Foto por jaredchambers




Ei você,

nas ruas da vida a gente sempre vai esbarrar em pessoas que gostamos, mas que não fazem questão do nosso sentir.

Também têm aquelas que jogam com o sentimento que tu entrega pra elas e depois fogem.

Outras ficam no meio do caminho e não decidem pra onde querem ir e nem se querem te levar.


Cabe a nós seguirmos em frente na busca de quem retribua nosso gostar.


Não adianta desistir e simplesmente estagnar por um ou dois ou três amores que não tiveram o resultado esperado.



Enquanto tu perde tempo aí desacreditando no amor, tem gente querendo te amar.



Já parou pra pensar?

Perder o certo por causa de alguns errados.



Quem machuca tá por aí nas ruas da vida procurando quem mais magoar e as boas estão em casa com o coração partido*.



Apaga quem precisa apagar e segue seu caminho até

encontrar

o

teu

Certo.



* "And the good girls are home with broken hearts." Trecho retirado e adaptado da música Free Fallin' - John Mayer
28.5.16

Resenha | A Guardiã de Histórias

A Guardiã de Histórias
Cedido em parceria com o Grupo Editorial Record


O livro nos traz a história de Mackenzie Bishop, ela tem 16 anos e herdou de seu avô a função de ser Guardiã de Histórias. Com isso ela se torna responsável de manter todas as Histórias dentro do Arquivo. Dentro do universo criado pela autora, temos o seguinte conceito, quando morremos nos tornamos Histórias e são essas que devem ser guardadas e cuidadas por Mackenzie. Se esses “mortos” acabam acordando desse sono eterno dentro do Arquivo ficam perdidos e caem nos estreitos e aí entra o trabalho do Guardião, retorná-los para o Arquivo.

A problemática do livro é que muitas Histórias acordam e algumas delas nem tem mais as lembranças – de quando estavam vivas. Mackenzie se vê perdida em meio ao caos dentro do Arquivo e com a vontade de ter o irmão de volta.

"Isso é história com h minúsculo. Estou falando de Histórias com H maiúsculo. Uma história é... - Você pega um cigarro e gira entre os dedos. - Você pode pensar nela como um fantasma, mas não se trata realmente disso. Histórias são registros.
- De quê?
- De nós. De todo mundo. Imagine um arquivo da sua vida inteira, de cada momento, cada experiência. Agora em vez de uma pasta ou de um livro, imagine que esses dados são guardados dentro de um corpo." - página 19


A Guardiã de HistóriasA Guardiã de Histórias
 


Vamos lá, o universo criado pela autora é incrível, essa teoria de virarmos histórias realmente me pareceu extremamente interessante, no início. O grande problema foi que ali pela centésima página eu vi que eu não me importava muito com as personagens ou com o que tava acontecendo no geral.  Eu não me senti presa a leitura em algumas partes me senti até mesmo confusa com a história.

A narrativa em sua maior parte é feita na primeira pessoa pelo ponto de vista da Mackenzie e em certas partes é feita na segunda pessoa e vou ser sincera, foi bem difícil prosseguir com a leitura. Não sei se vou continuar a trilogia. A escrita da Victoria é boa, mas para mim esse livro não fluiu. Pretendo ler a outra trilogia dela que a Record vai trazer para o Brasil e torcer para ter uma experiência melhor com a autora.


 

27.5.16

Resenha Premiada | Menina Má

Menina Má
Cedido em parceria com a Darkside Books



"Será a maldade uma espécie de semente que carregamos dentro de nós, capaz de brotar na mais adorável das crianças?"

Já fiz um post sobre o filme que foi feito baseado no livro, veja aqui, mas hoje eu vou falar sobre essa edição lindíssima da DarkSide Books. 

Rhonda Penmark é uma adorável garotinha que até onde se sabe é perfeita. Tirando algumas falhas relacionadas a emoções, ela é a filha perfeita. Os pais sempre notaram que a filha era um tanto esquisita, já foi expulsa de uma escola por causa de seu comportamento calculista, mas eles foram levando. Kenneth, o pai está em uma viagem a trabalho, deixando Christine e Rhonda sozinhas. Depois de um piquenique da escola, onde um menino da sala de Rhonda morre em causas estranhas, a mãe começa a notar comportamentos extremamente frios vindos da filha. E isso não é a única coisa que ela vai descobrir na família. 

"Eu sei que, no fundo, você está muito triste, minha linda.' Rhonda encaixou uma peça do quebra-cabeça em seu devido lugar e então, voltando-se para a mãe, disse, em tom surpreso: 'Não sei do que você está falando, mãe. Não sinto nada." - página 73

Menina Má


A narrativa é feita na terceira pessoa, mas o autor tem uma escrita tão magnífica que ele consegue misturar a terceira e primeira pessoas, dando uma visão mais ampla dos sentimentos - ou falta deles - nos seus personagens. 


"Conforme o tempo vai mostrar, Rhonda era perfeitamente capaz de trazer para a realidade coisas sobre as quais o zelador apenas fantasiava." - página 39


O filme realmente é bem adaptado, mas com a leitura tive a sensação de saber mais sobre o que se passava na cabeça das personagens. A narrativa do livro é mais profunda nesse quesito - até mesmo pela questão do tempo de um filme. 


Menina Má


O fato de termos uma criança psicopata na história é extremamente instigante, conhecer de onde pode ter surgido essa psicopatia é mais ainda. Em alguns pontos da narrativa, o cinismo de Rhonda me dava nos nervos e a pouca observação das pessoas ao redor também, mas isso não foi um problema, na verdade, foi até interessante pra leitura. 

Essa "cegueira" de quem convivia com Rhonda é uma consequência da forma como a menina caracterizava-se - para ser 'perfeita' - e aos outros para veem somente o que ela queria que vissem.


 "Há um motivo, minha querida, há um motivo psicológico para tudo que fazemos, se nos esforçarmos em encontrá-lo." - página 159
 
Definitivamente esse livro entrou na lista de favoritados do ano. Fora ter uma capa tão fofa - e até macabra - para combinar com nossa protagonista. A Darkside mais uma vez está de parabéns. É uma leitura incrível, recomendo demais! 

Ps: Nunca vou aceitar o final desse livro.


 "Por que deveria me importar? Foi Claude Daigle que se afogou, não eu." - página 75


S O R T E I O

Menina Má

E como eu gostei bastante da leitura decidi que ia ser uma boa sortear né? Então vamos para as regras:

- Visitar é curtir a página;
- Morar no Brasil;
- O sorteio será realizado no dia 10/06/16
- BOA SORTE! 


26.5.16

Resenha | Primeiros Contos de Truman Capote

Truman Capote
Recebido em parceria com o Grupo Editorial Record
 

O livro Primeiros Contos de Truman Capote conta com uma série de estórias recém descobertas de Truman Capote. Neles você tem uma visão de como começou a carreira desse autor tão famoso.

Os estilos dos contos contidos no livro diferem um pouco de outras de suas histórias, então não vá com tanta sede ao pote, lembrem que ele estava começando. Mas Ana, isso significa que o livro é ruim? Absolutamente não.

Truman CapoteTruman Capote


Os contos são bem curtos – e rápidos de serem lidos -  e no meu ponto de vista, eles têm finais satisfatórios – mas eu acho que a maioria teria potencial para virar livro. Em uma escrita forte, a realidade bate à porta nas temáticas envolvendo amor, amizade, enfim, a vida em seu cotidiano.

Se você já conhece a escrita de Capote – como em Bonequinha de Luxo – talvez esse livro te mostre uma escrita mais crua, já que ele ainda era um autor iniciante. Se você não o conhece, dê uma chance, esses contos vão te imergir no universo dele. Como ele enxergava o mundo. Os meus favoritos foram “Se eu te Esquecer” e “Isto é para Jaime”.


“ – Só o que eu quero é que –  disse, contemplando o céu escuro banhado pelo luar –  é que ele não me esqueça, acho que é a única coisa que tenho o direito de querer.”