14.1.16

Resenha | Cinco Dias

14.1.16



Hello, its me! Começamos com Adele porquê a leitura desse livro me lembrou muito dessa musica, você sente mesmo que a situação não seja com você. Com dois núcleos, a história contada é de Scott e Mara duas pessoas que tem a ligação apenas por um blog para pais adotivos.
   
Scott, um professor de uma escola largada por toda sociedade cujo alunos são deixados ao léu assume a missão de resgatar alguns jovens. É assim que ele o conhece e ajuda a se tornar um dos melhores jogadores de basquete da região, o que o leva a ganhar uma bolsa na faculdade. Esse sonho é ameaçado quando sua mãe é condenada a prisão e Curtis fica sem ninguém para cuidar dele. Para não ameaçar o futuro do garoto Scott toma uma decisão: ficar com Curtis, logo apelidado de Carinha, durante um ano. Laurie, sua esposa aceita. E é durante esse tempo que ela finalmente engravida, por isso a felicidade de Scott parece estar completa até que faltem cinco dias para a partida do menino e ele perceba que se apegou de forma definitiva ou seja amava ao menino como ao seu filho. Será que Scott o deixaria ir? Isso poderia abalar a relação com sua esposa? 

Mara, uma advogada de sucesso, mulher do amoroso médico Tom e mãe adotiva de Laks viu seu mundo desabar quando descobre que tem Huntington, uma doença raríssima, degenerativa e genética. As alterações de humor tornaram suas relações difíceis e por isso podemos ver Mara apreensiva com o que pode acontecer. O livro oscila entre passado e presente, mostra a velha e a nova vida de Mara. Mesmo sendo em terceira pessoa, o leitor pode sentir o conflito, a dor, o medo. O pensamento dela vai além de si, pois as pesquisas revelaram suas poucas chances e o tanto que as famílias de pessoas com essa doença sofrem, por isso e pelas vergonhas relatadas ao longo do livro, ela decide se matar. O presente se passa a cinco dias de seu aniversário e secretamente sua morte, ela oscila, seria capaz de deixar Laks e perder suas conquistas? E os pais que mesmo adotivos são os mais amorosos que ela poderia ter? As perguntas a envolvem e para cada um ela planeja o tchau secreto.


“Lembrou-se de que o lance com o suicídio é que o preço, pelo menos para quem vai se suicidar, tem que ser pago adiantado. Não haveria um ‘depois’ durante o qual ela pudesse parcelar seu sentimento de perda. Pensar em Tom com outra mulher, a dor de tudo o que perderia na vida de Laks, tudo se acumularia nesses últimos quatro dias.

O livro é intenso e de certa forma agoniante. Os sacrifícios que os personagens se veem obrigados a fazer. Eles estão no olho do furacão e não existem saídas, por esse motivo acho que a leitura não foi fácil para mim pela “carga emocional”. Em minha singela opinião, ele traz uma reflexão para nós, até onde estaríamos dispostos a ir pelas pessoas que amamos? Essa frase da sinopse cai muito bem aqui. Então, se gosta de um drama esse livro está recomendadíssimo!

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