21.1.17

Resenha | Quando eu parti

21.1.17
Em parceria com o Grupo Editorial Record

Quando Eu Parti nos traz a história de Maribeth Klein, 44 anos, casada com Jason e editora de uma revista onde trabalha com sua melhor amiga Elizabeth. Maribeth tem gêmeos - Oscar e Liv, que vieram com muito custo depois de várias tentativas de inseminação. Tudo que ela queria era ser mãe. Até que isso realmente acontece.
 
"Imagino que seja como a maioria das coisas na vida. Você sacrifica algo em troca do conhecimento, seja ele paz de espírito, um senso de invencibilidade, ou algo menos quantificável." - p. 111

Bem no início da história, Maribeth tem um infarto, ela precisa fazer uma cirurgia para a ponte de safena. Agora, a mulher que vivia para o trabalho – assim como o marido Jason – tentando conciliar a vida de mãe, tem apenas a tarefa de mãe por estar de “repouso”. Isso a enlouquece um pouco. A estressa em um nível alto, e é aí que ela começa a pensar em toda sua vida. 
 
 
 
Sabe aqueles momentos em que a gente só vê as coisas ruins que acontecem conosco? Qualquer coisinha incomoda e nos faz entrar em colapso. Depois do infarto isso acontece com Maribeth que há tempos está um tanto infeliz. Nisso ela toma uma atitude um tanto extrema: fugir. Sim, ela simplesmente pega uma quantidade enorme de dinheiro e vai embora. Largando tudo pra trás. E isso não é spoiler, blz?
 


Já começamos meio errado. Então, meu problema começou aí. Quanto mais eu lia, menos eu entendia o ponto de ela ter feito isso. Porque ao mesmo tempo que ela se arrependia, ela também fazia mais cagada. Em determinado ponto da narrativa eu fiquei extremamente frustrada com a personagem porque ela tenta se fazer de MEGA VÍTIMA da situação onde ELA LARGOU OS FILHOS E O MARIDO. Ela quis exigir uma preocupação que ela mesma não teve quando optou por essa saída.
 
"[...] Talvez fosse porque ela sentia-se afundando e queria descobrir se conseguia nadar, caso fosse obrigada." - p. 185


Temos personagens secundários maravilhosos e bem desenvolvidosao contrário da nossa protagonista – o Dr. Stephen, Sunita e Todd me conquistaram de forma rápida e graças aos céus por ter eles. Cada um deles tem um determinado conflito nas suas vidas que não é exatamente finalizado, mas é ok. Jason também é um bom personagem, mas acho que a autora poderia ter dado mais destaque a ele – que tal um livro com o ponto de vista dele das coisas ein, Gayle? 
 

"Basicamente todos no mundo precisam de terapia." - p. 232

Não consegui me envolver com Maribeth, apesar de a trama do livro ter uma pegada reflexiva, coisas que realmente me fizeram pensar. Mas essas reflexões sempre viam dos outros personagens citados, não dela. Achei ela egoísta na maior parte da leitura e até agora – momento em que escrevo a resenha não consigo entender como se deu aquele final. Não entendi se realmente as coisas podem melhorar ou não com ela. Acho que a autora deixou algumas pontas soltas que poderiam ter sido esclarecidas. 
 
"Só é difícil quando você faz errado." - p. 250

A narrativa é feita na terceira pessoa e tem duas partes - uma em Nova York, antes dela fugir e outra em Pittsburgh -   não é uma leitura ruim, apenas não foi tipo incrível. Não é um livro que eu vou reler. Esse primeiro romance adulto da Gayle poderia ter sido melhor, mas é isso aí. Vida que segue.

Vocês leram? Tiveram uma opinião diferente de mim? 

 

Compre aqui - R$19,90

"As pessoas entravam em sua vida. Algumas ficavam. Outras não. Algumas se afastavam, mas voltavam pra você." - p. 301

11 comentários:

  1. Olá Ana!
    Esse livro está na minha lista de compra hahaha
    Uma pena que você não curtiu tanto a leitura, mas é isso, às vezes as atitudes dos personagens são meio estranhas para nós.
    Parabéns pela resenha, beijos!

    Books & Impressions

    ResponderExcluir
  2. Olá,tudo bem?
    Estou muito ansiosa para ler esse livro, mas pela sua resenha já vi que não vou me agradar da mocinha. Não gosto de pessoas egoístas que se fazem de vitima dos seus próprios atos imagina personagens. Mesmo assim vou aderir a leitura. Parabéns pela resenha. Beijos

    ResponderExcluir
  3. Olá ! Que bacana o enredo desse livro mesmo que vc não tenha tido uma empatia pela personagem ela acabou te cativando de certa forma. Eu li Se eu ficar e até achei que fosse a continuação rs

    ResponderExcluir
  4. Só li um livro da Autora e gostei. Este eu não tinha lido resenha ainda, e.confesso não ter ficado tão empolgada. Uma pena que a leitura não tenha sido tão legal para você.
    Bjs

    ResponderExcluir
  5. Acho que não tem sensação por do que quando não nos damos bem com o protagonista da história, né? Mesmo os secundários salvando a cena não é a mesma coisa rsrs..
    Apesar da premissa interessante e da capa linda, não sei se eu daria uma chance pra história.
    Adorei a sinceridade na resenha *_*

    Beijos

    ResponderExcluir
  6. Olá Ana,
    Parabéns pela resenha! Não curti de forma alguma a protagonista do livro :/ e isso me faz ter certeza que esse eu não leria.
    Gostei da tua sinceridade e forma de mostrar teu ponto de vista sem spoiler.
    Bjs

    ResponderExcluir
  7. Oiii Ana, tudo bem?
    Fiquei bastante apaixonada pela sua resenha e pela obra, espero um dia também ter a oportunidade de ler, parece ser aqueles livros de fazer a gente chorar e se apaixonar.
    Beijinhos da Morgs!

    ResponderExcluir
  8. Este comentário foi removido pelo autor.

    ResponderExcluir
  9. Olá Ana,
    Ainda não li esse livro, na verdade, da autora, só li Se eu ficar. Uma pena Maribeth não ter te envolvido, confesso que também não me envolveria.
    Bjim!
    Tammy

    ResponderExcluir
  10. oiee, nossa eu pensava que o tema era bem diferente, não esperava que fosse reflexivo desta forma, pensei que era mais algo relacionado a morrer mesmo!

    Bjs Jany

    www.leituraentreamigas.com.br

    ResponderExcluir
  11. Olá!
    Nunca tive a oportunidade de ler nada do autor, mas tenho muita vontade. Que pena que você não curtiu tanto assim a protagonista, é fato que pelo o que você escreveu, os personagens secundários parecem ser muito mais interessante do que ela. Gostei da dica mas não sei se leria no momento, por causa desses pontos negativos e por ser uma coisa mais reflexiva, que eu não curto muito.
    Beijos.

    ResponderExcluir

Olá! Muito obrigada pela visita e volte sempre <3

Bela Psicose - 2016

Design e Desenvolvimento por Moonly Design / ©