8.3.17

Extremamente Alto e Incrivelmente Perto + 30 e Poucos anos e uma máquina do tempo

8.3.17

Oskar Schell tem 9 anos, o menino perde o pai no ataque ao World Trade Center. Oskar é muito inteligente, mas essa perda faz com que ele passe por um período de sofrimento. Agora ele vive apenas com a mãe e a avó paterna que mora de frente.

Dado dia um vaso quebra e revela uma chave com o nome “Black”. Adivinha o que a cabeça criativa do menino acha? Que deve ser algo vindo de seu pai, um meio dele dizer algo a Oskar. O garoto decide ir atrás de todos os Black’s em Nova York para testar a chave.



O livro tem uma narrativa densa, a carga emocional dele é pesada já que nosso personagem está num período de luto. E além do ponto de vista de Oskar, também temos seus avós paternos contando sua história, eles são sobreviventes da segunda guerra mundial, vindos da Alemanha. Esse lado é carregado de tristeza e outras emoções.

O autor construiu todos os personagens com uma complexidade incrível, nenhum deles é raso e estão ali só pra aumentar o número de palavras no livro. As vozes de cada um são bem diferentes, o que mostra o domínio do autor sobre a escrita. Fora que a diagramação é sensacional, contendo fotos, páginas bem coloridas, escritos... enfim, tudo pra experiência da história ser mais viva.

Apesar de ter lido devagar, foi uma leitura muito emocionante e significativa.


Outro livro da Rocco que eu li foi 30 e poucos anos e uma máquina do tempo. Ele conta a história de dois amigos que estão numa fase BEM ruim. Karl é ex-membro de uma banda e agora, dono de bar, ele encontrou por acaso um buraco de minhoca enquanto procurava seus coturnos tão amados. Nisso ele reencontra Wayne DeMint que costumava frequentar seu bar e muito convenientemente ele é cientista na área de computação. Karl vê uma oportunidade aí e confia as informações de viagem no tempo que possui.

Isso acaba rendendo e vira uma espécie de negócio. Pois é, Karl tem a regra de o buraco de minhoca só pode ser usado para ir a shows de rock. Mas em determinado momento, as coisas dão MUITO errado.



Com uma narrativa em primeira pessoa no ponto de vista de Karl, conseguimos principalmente ver todas as intenções do personagem. Em alguns momentos da leitura ele era extremamente egoísta... A autora tinha uma ótima ideia nas mãos, mas ela deixou o que deveria ser o plot principal a máquina e viagem no tempocomo secundário e junte isso com personagens de passados e desenvolvimento muito semelhantes e não tem muita coisa nova. Somos apresentados a Lena durante a leitura, ela é uma astrofísica e vai ajudar Karl no que seria o principal problema da história. Achei que ela seria tipo A personagem e de primeira, realmente parece. Mas depois...


Enfim, pra mim o livro não funcionou. Apesar de gostar de leituras que incluem música, essa não fluiu como eu gostaria porque todo o enredo acaba de fundo de plano para a música sendo que deveria ser o contrário. 
 

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