9.6.17

Resenha | Um Menino em um Milhão

9.6.17

Quinn Porter é um guitarrista na casa dos 40 que nunca conseguiu realmente crescer na sua carreira. Ele sempre esperou sua chance na música, mas durante esse mesmo tempo, se tornou um pai ausente para o filho, nome e um marido ausente para Belle. Com isso, ele nunca conseguiu criar um vínculo com o menino. O garoto acaba falecendo prematuramente devido a uma doença rara, e Quinn recebe uma missão. Aliás, ele precisa terminar uma missão que o filho começou, ajudar uma senhora, Ona Vitkus que tem 104 anos (o menino era escoteiro) a obter o recorde de motorista habilitada mais velha. E é nessa atividade que Quinn vai conhecer o filho.

"Esperar é uma coisa perigosa." - p. 110

 


O livro é narrado na terceira pessoa e intercala alguns flashbacks vindos do gravador do menino - não, o nome dele não é citado durante a leitura – e a história de Quinn lidando da sua própria maneira com o luto e ajudando Ona. A narrativa é bem fluída e a história bem sensível. Obviamente Quinn cresce muito durante essa história, ele assume seus erros e a forma como lida com eles é dolorosa, me apeguei muito a ele. Belle é uma personagem secundária muito presente, ela é a mãe e era muito próxima do menino, então digamos que o sofrimento dela é mais difícil. Achava ela meio seca com o Quinn, mas é compreensível. Ona é uma personagem sensacional, o alívio cômico que a história precisa, uma senhora com muita atitude e que tem uma história passada complicada. O menino mudou sua vida. Assim como Quinn.


Agora o ponto central, o menino. Sinceramente, ele parecia mais um personagem afastado da história do que o mais importante de todos. Primeiro, não entendi muito bem o propósito disso, mas o nome dele nunca é citado na história. E eu só percebi isso quando iniciei a escrita da resenha, então não é um ponto que atrapalha, mas sei lá. Achei bem estranho.



Foi difícil me conectar ao sofrimento dos pais porque eu sentia o menino bem afastado na maior parte da história. Achei que choraria horrores pelo enredo, mas por causa dessa distância que eu senti, não me conectei tanto ao luto. Mas a história não deixa de ser muito bonita, a escrita é leve, muito gostosa de se acompanhar. Seria legal uma narrativa na primeira pessoa e se intercalasse Quinn e Belle seria excelente, mais pessoal. Talvez fosse mais fácil pra me conectar com a dor deles.


É um livro com uma moral bem importante, você tem sido presente na vida dos que te amam? Você tem sido presente na vida de quem você ama? Você realmente conhece quem você ama? E sinceramente, a última cena do livro acabou comigo. Recomendo a leitura!
 
 
"As pessoas não escrevem seu próprio fim." - p. 203


8 comentários:

  1. Oi
    Ainda não tinha ouvido falar desse livrp ,mas gostei bastante da premissa.

    Pena que o menino pelo que entendi não tem uma presença forte na obra.

    Beijos
    Meu mundinho quase perfeito

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  2. Oiii Ana, tudo bem?
    Esse realmente parece ser um livro incrível, principalmente por envolver drama, no qual sempre acabo encantada, amei a postagem e o kit que recebestes, dica anotada e leria com toda certeza.
    Beijinhos

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  3. eu achei a capa do livro bonitinha e a história convidativa, pena que você não se conectou a dor do luto, mesmo assim, acho que parece uma leitura agradável.

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  4. Oi Ana,
    Gostei bastante da história, pena que o menino é um personagem afastado. Seria mais emocionante se conseguíssemos nos conectar com todos os personagens. mesmo assim ´eum livro que quero muito ler. Gosto de histórias que deixam uma mensagem bonita sem ser panfletário.
    Beijos,
    André || Garotos Perdidos

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  5. Oi!
    Gostei muito da premissa do livro, que seria bem tocante se não fosse essa dificuldade de criar uma conexão com os personagens por conta do distanciamento do personagem mais importante da trama. Esse ponto em específico me desanimou e já não sei se realizaria a leitura, mas ainda assim parece ser um bom livro pra se ter na estante.
    Beijos!

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  6. Oooi! Tudo bem?
    Eu amei a sua resenha.💓💓
    deu uma vontade tão grande de ler e anotei aqui, quando for na rua eu vou caçar se não acho na Bienal 💖
    Gosto de livros assim 💖
    Ah adorei o trecho "as pessoas não escrevem seu próprio fim"
    Uma grande verdade, pois seria tão mais fácil!
    Bem enfim RS
    Beijão

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  7. Oie
    uau que lindinho, adorei a história e tudo mais, já tenho o livro aqui mas sua resenha foi meio que um impulso para eu ter mias curiosidade hahaha arrasou

    beijos
    http://realityofbooks.blogspot.com.br/

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  8. Oi!!
    Estou com esse livro aqui para ler.
    Dei uma lida bem rápida na resenha para não me influenciar, mas pelo visto a leitura foi muito proveitosa e espero gostar também.
    Beijão!

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