16.8.17

Resenha | Guerra do Rock

16.8.17

Guerra do Rock vai nos trazer a história de quatro bandas de rock que vão participar de um tipo de batalha de bandas para chegar no objetivo de qualquer um que inicia uma banda: a fama e o contrato com uma gravadora.


As bandas são londrinas, e a maior parte dos integrantes está na escola. Nossos personagens “principais” (considerando que não existe um foco somente neles) são Jay, que toca guitarra e compõe as próprias músicas. Ele tem a ambição de viver de música, mas as circunstâncias (principalmente familiares) não o ajudam muito a ter um pensamento positivo em relação a esse sonho. 
 
Temos Summer, que mora com a avó cadeirante e cuida dela. Ela se esforça muito na escola e tenta ir empurrando com a barriga a situação financeira da sua família de 2. A menina tem uma voz maravilhosa e a forma como ela entra na banda é um tanto peculiar. Ela é muito quieta por motivos que vão além de sua personalidade e vai ter que dar um jeito nisso, antes que o nervosismo atrapalhe a sua hora de brilhar.

E Dylan, ele na verdade é obrigado por seu treinador de rúgbi – após uma situação dentro da escola – a sair da beliche e parar de fumar para participar de uma banda ou o futuro dele é bem incerto (já que é bem capaz dele ser morto em campo).  





A banda Brontobyte – que Jay participa – e a de Summer - Industrial Scale Slaughter- se inscrevem normalmente na batalha de bandas, mas Dylan envia uma demo pra ser avaliada. A narrativa é na terceira pessoa e vai alternando entre os nossos personagens, demonstrando como cada banda está trabalhando pra vencer a tal batalha.


Além da pressão de uma competição, os protagonistas precisam também lidar com os problemas que existem em suas vidas. Isso envolve dinheiro, família, escola... Enfim, coisas que um adolescente passaria. É tudo bem abordado pelo autor.
 
O desenvolvimento pelo menos até a página 150 foi bem lento, talvez por ser o primeiro livro de uma série, Guerra do Rock acaba sendo bem introdutório. O início foi meio arrastado, e depois o ritmo foi razoável. A história não é ruim, apenas lenta. Gostei bastante das dinâmicas e principalmente do desenvolvimento da Summer. Ela foi a que mais me cativou.


Guerra do Rock é uma boa leitura, só senti falta de uma interação maior de música (real) com o leitor. Podia ter sido como em Talvez Um Dia que a autora chamou um músico pra transformar as letras citadas em canções de verdade.

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