3.8.17

Resenha | Um Tom Mais Escuro de Magia

3.8.17
recebido em parceria com o Grupo Editorial Record

Venha conhecer as Londres nessa fantasia. Sim, eu disse AS Londres, pois no universo criado por V.E. Schwab temos 4 Londres, elas são:

A Londres Cinza, com poucos resquícios de magia e que tem um rei completamente louco;

A Londres Vermelha, que possui mágica num nível saudável, a magia é reverenciada, assim como a vida;

A Londres Branca, que possui mágica em níveis beirando a loucura, já que lutam contra ela e ela obviamente reage;

E finalmente, a Londres Negra, que se perdeu na escuridão, a magia a dominou completamente, o que a fez cair. Lá a Magia se tornou uma praga.

"A hesitação é a morte da vantagem." - p. 175





E foi justamente isso que acabou fechando as portas entre elas, que antes eram abertas. Hoje, só consegue viajar entre as Londres são os Viajantes, eles são Magos com habilidades raras de conjurar portas. Dando assim, acesso, a essas Londres. Claro, ninguém pode ir na Negra. Quem entra lá não sai mais e nem nada do que vem de lá pode ficar nas outras Londres.

"Algumas pessoas dizem que a magia vive na mente, outras no coração – falou Holland calmamente – Mas você e eu sabemos que ela vive no sangue." - p. 177

Kell, nosso personagem principal, é um viajante e um Mago de Sangue. Uma das magias mais poderosas, perdendo só para a de ossos – onde a pessoa ganha habilidade de controlar corpos. Kell veio da Londres Vermelha e é embaixador do Império Maresh (a família real da Londres Vermelha), ele trabalha com as correspondências entre as realezas das Londres. O que pouca gente sabe, é que Kell também é uma espécie de contrabandista, por puro hobby. Ele trabalha para quem quer pagar por uma visão de mundos que não podem visitar. Só que isso é absurdamente perigoso.

E é no perigo que ele conhece Lila, uma jovem mulher que tem uma vida difícil na Londres Cinza. Kell se encontra com Lila quando ele se torna alvo de um de seus assaltos, mas isso muda de figura rapidamente quando ele precisa de ajuda para se livrar de um inimigo, e depois de saber das habilidades que ele possuí, o obriga a levá-la para uma aventura. Tudo que ela precisa é de uma aventura, de escape.

"Porque ela [Londres Negra] caiu. Perdeu-se na escuridão. A primeira coisa que você tem que entender sobre magia, Lila, é que ela não é algo inanimado. Está viva. Viva de uma forma diferente de mim ou de você, mas ainda assim muito viva." - p. 196 



No universo que a autora criou, só os Antari – que é o que Kell é – sabem da existência de outros mundos, e só eles sabem viajar por elas. Kell em um de seus trabalhos – tanto oficial quanto o extraoficial cai numa armadilha que o deixa com um artefato que não deveria mais existir, pois ele vem da Londres Negra. E é por causa desse artefato que Kell precisa enfrentar vários perigos, não mais por hobby. E Lila vai com ele.


Lila foi uma personagem secundária feminina muito bem trabalhada, forte e determinada. E muito ambiciosa, quer desbravar os mundos, e não se vê intimidada pela magia. Achei o relacionamento dela com Kell interessantíssimo. Temos diálogos sarcásticos e afiados, com um tom de humor que a trama escura precisa. (Temos outros personagens, como o príncipe Rhy da Londres Vermelha, Holland e a realeza vindas da Londres Branca. Confesso que em determinados momentos questionei minha moralidade quando ficava com pena do Holland haha.) 
"A pureza sem equilíbrio é sua própria maldição." - p. 199

A narrativa é feita na terceira pessoa e nos traz os pontos de vista de Kell, Lila e alguns personagens importantes da trama como o príncipe Rhy (Londres Vermelha), Holland (da Londres Branca), Astrid e Atos (Londres Branca). V. E. Schwab me surpreendeu nessa nova tentativa de leitura de algum livro dela, minha primeira experiência não foi muito boa, mas aqui ela fez um ótimo trabalho.


A construção dos mundos, a utilização do misticismo, os personagens bem trabalhados e utilizados formaram uma história única, cheia de reviravoltas e que deixa qualquer leitor intrigado. O foco aqui é totalmente a fantasia, a magia. Você pode ter pensado que por temos um homem e uma mulher rolaria romance, né? Mas isso é muito pouco utilizado. No início da leitura confesso que fiquei um pouco perdida com as várias Londres, mas logo você entra de cabeça nesse multiuniverso.



Recomendo muito a leitura!
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 "Batalhas podem ser ganhas de fora para dentro, mas guerras são vencidas de dentro para fora." - p. 307

6 comentários:

  1. Olá Ana!
    Ouvi falar desse livro assim que assinei a caixa do Turista Literário. Só comentários positivos e agora com sua resenha posso ver o porque.
    Achei a premissa da trama muito interessante, principalmente sobre essa divisão das 4 Londres :)
    Gostei bastante e já entrou na minha lista ♥
    AMEI as fotos!
    Beijos!

    Books & Impressions

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  2. Também gostei muito da forma como o universo das várias Londres foi construído e como apesar de termos um homem e uma mulher como protagonistas, a história não foca em romance.
    Beijos
    Mari
    Pequenos Retalhos

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  3. uau!!! que resenha incrível !! amei ^^
    obrigada por compartilhar.
    bjs
    http://escreverdayse.blogspot.com.br/

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  4. Olá! O livro parece ser bem interessante, ainda não conhecia. Vou anotar a indicação. A capa é muito bonita. Muito boa sua resenha, bjoooo

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  5. Oie
    que linda sua resenha e que bom que gostou tanto. Linda capa e o enredo é bem interessante e diferente

    beijos
    http://www.prismaliterario.com.br/

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  6. AAAAAA já quero ler, amei a questão de ter mais de uma Londres, do jeito que você falou na resenha parece ser muito bom e eu sou apaixonada por livros com essa temática. Sem dúvidas, irei ler <3

    Beijos,
    pinguimtagarela.blogspot.com.br

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Olá! Muito obrigada pela visita e volte sempre <3

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