31.1.18

Resenha | Olá, Adeus e Tudo Mais

31.1.18
recebido em parceria com a galera record


Olá, Adeus e Tudo Mais é a minha nova tentativa de ler algo da autora e gostar. E dessa vez, eu consegui finalizar a leitura rs.


Na América do Norte existe toda a simbologia de mudança de vida ao ir para a faculdade. A maioria dos estudantes saem de casa e passam a morar no campus, e por isso, deixam sua cidade pra trás. E é exatamente isso que Clare e Aidan vão fazer. Só que eles possuem uma decisão pendente: se vão ou não continuar namorando, mesmo estando a quilômetros um do outro. Eles ainda tem doze horas juntos, e Clare prepara uma espécie de passos das melhores lembranças ao longo do namoro pra ver se isso ajuda em algo.

E é basicamente nisso que roda o livro. A narrativa é feita na terceira pessoa e nós acompanhamos Aidan e Clare ao longo dessa noite, com o dilema cercando seus pensamentos. Cada um tem um pensamento do que é o mais fácil, e eles ficam tentando contornar os argumentos um do outro.

"Talvez o mundo não esteja tão cheio de sinais quanto de pessoas tentando usar quaisquer evidências que consigam encontrar para convencer a si mesmas do que esperam ser de verdade." - p. 23






Esse foi um ponto chato da narrativa, ok, eu sei que é literalmente pra isso que a autora escreveu, mas a dinâmica às vezes era muito maçante. Eles iam pra um ponto, aí lembravam de algo no passado – inclusive o meio que a Jennifer utilizou pra mostrar que era um flashback foi meio confuso pra mim – e aí eles discutiam. Isso aconteceu umas três ou quatro vezes, até eles mudarem o plano da noite por um acontecimento engraçado com o Scotty (amigo dos dois). A relação que é mostrada entre Clare e sua melhor amiga Stella, pelo menos nesse momento de mudança, me fez ver Clare como alguém um pouco egocêntrica, mas isso foi rompido depois da página 200. Sim, demorou um pouco. 

Na verdade, o ritmo – pra mimmelhorou depois das 200 páginas. Parece que do nada os personagens começaram a entrar em acordo – finalmente – numa decisão que sim, é difícil, mas não precisava do tanto de “enrolação” que a autora colocou pra finalizar da forma que o livro foi fechado. 

" –  Por que as palavras são tão importantes?
 –  Elas simplesmente são. Não quando ditas, mas principalmente quando não." - p. 108

Não me entendam mal, eu consegui sim gostar da leitura, mas percebi que a Jennifer gosta de um drama haha. Achei o Aidan um personagem muito agradável de ler, ele e Scotty foram os personagens que eu me apeguei, acho também que eles foram os únicos personagens com problemáticas secundárias reais. Eu recomendo o livro pra quem já tá acostumado com a escrita da autora, mas também acho que seja o livro mais indicado pra começar a ler Jennifer E. Smith.

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