16.4.18

Resenha | A Coroa da Vingança

Recebido em parceria com a Editora Arqueiro

E chegamos ao final da trilogia dos Deuses do Egito. Essa resenha contém spoilers dos outros livros e você pode conferir as resenhas aqui e aqui.

O livro se inicia com um lampejo do que Seth está preparando. Ele está prestes a conseguir tudo o que sempre desejou, inclusive, sua liberdade.

Depois, voltamos a fazenda da avó de Lily. E percebemos algo que pode e vai influenciar muito o que acontece na história, Lily perdeu todas as suas lembranças dos últimos meses, e o pior, ela se esqueceu de Amon. Num primeiro momento, ela acredita que os poucos fragmentos são sonhos, mas logo as vozes de Tia e Ashleigh que ecoam em sua mente mostram que algo muito estranho está acontecendo e que em breve ela se tornará outro ser. Muito além de uma humana.

"Se é um afogamento que você pretende, não me atormente com águas rasas, amor. Parta meu coração de uma vez." - p. 103

Lily começa a achar que sua sanidade mental está indo para o espaço, enquanto sua avó, o Dr. Hassan, Tia e Ashleigh tentam convencê-la de que tudo é verdade, mas é só quando Néftis aparece que ela percebe que não tem para onde ir a não ser cumprir seu destino. E para cumprir, ela precisa se tornar Warset, e isso vai exigir sacrifício.




A coroa da Vingança é o último livro da trilogia Deuses do Egito, com a qual tive altos e baixos. No segundo volume comecei a achar Lily totalmente insuportável. Nesse, continuei com a mesma opinião, pelo menos no início, a Lily sem memórias é muito chata mesmo com todas as evidências da verdade bem ali esfregadas na sua cara ela insiste em achar que é sonho. Confesso que esse triângulo amoroso entre ela e os deuses me irritou TODA a leitura. Apesar de existir uma explicação, é muito esquisito gente, não dá rs. Tia e Ashleigh participam mais ativamente na história por serem as que possuem as lembranças do que aconteceu, e eu achei bem divertido ver mais da leoa e da fada. 

"Palavras bonitas ditas ao luar não têm o mesmo encanto durante o dia." - p. 231

O livro finaliza o que foi iniciado. Os destinos das personagens - incluindo humanos e deuses - são traçados e muitos deles são bem doídos de ler. Mas conversando com uma amiga, percebemos que a autora tem uma certa falta de originalidade ao fechar suas trilogias, considerando que alguns elementos de deuses do Egito podem ser encontrados na Maldição do tigre. (Quem me disse isso foi a Milena, culpem-na se estiver errado hahaha) .




Senti falta de Amon, apesar do que se desenrola ao longo da narrativa feita na primeira pessoa no ponto de vista da - entidade - Lily. Ele com certeza sempre foi meu favorito nessa trilogia. Foi uma leitura que me cativou com ressalvas que citei anteriormente, fiquei contente que ao longo desse livro, Lily se desenvolve e volta a ser a personagem forte que a gente viu no primeiro volume, apesar da sua 'humanidade’.

Tá Ana, mas e aí, valeu a pena?

Valeu sim, acompanhar a trajetória de Lily (Tia e Ashleigh) junto de Amon, Asten e Ahmose foi interessante, apesar de que nunca na minha vida vou conseguir assimilar tantos nomes de deuses e nunca vou aceitar como eu descobrir que deuses são idiotas (capítulo 28 os aguarda) haha. A finalização foi boa (poderia ser melhor) e um dos diálogos com Seth me deu a sensação de Girl Power que esse livro precisava. Foi lindo, gente!

"Uma pessoa que fere as outras não consegue amar. Ele rompe laços, não os cria." - p. 339

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