5.7.18

Resenha | A Incendiária

Recebido em parceria de ação com a Suma de Letras



❝A vida é difícil se você não cede.❞ - p. 76

Charlie é uma menina quente.
Desculpa o trocadilho, não resisti.

A Incendiária vai trazer uma história que começa em uma das várias fugas de Andy e Charlie McGee, pai e filha respectivamente. A gente fica meio perdido, porque um adulto e sua filha de 7 anos estariam fugindo?

Em 1969, Andy precisava de dinheiro, estava no último ano da graduação e as coisas estavam apertadas. Apareceu a oportunidade de participar de um experimento de Psicologia (ainda bem que teoricamente não é mais possível fazer esse tipo de coisa rs) pra testar um alucinógeno, o Lote Seis. O teste era para o governo, e os participantes ganhavam 200 dólares. O problema é que não é exatamente a CIA, mas sim, a Oficina (muito pior, pode acreditar).

O experimento era dividido entre quem receberia o Lote Seis realmente e outros apenas um soro comum. Os participantes não sabem o que estão recebendo. Enquanto está sob o efeito do alucinógeno, Andy experiência alucinações (que já eram esperadas), mas acontece que ele e Vicky (futura esposa e mãe de Charlie) verem coisas que não eram efeitos da droga. Com o tempo, eles percebem que com a administração do alucinógeno, ganharam “habilidades” paranormais. Andy consegue dominar mentes, um poder com custo alto pra ele, e muito relevante pra Oficina. Vicky tem telecinese, que não é tão perigoso. A questão é que Charlie também nasceu com uma habilidade - a mais perigosa - pirocinese.







❝Às vezes um estranho é melhor que alguns conhecidos.❞ - p. 107

Escrevo essa resenha sem saber exatamente o que eu sinto em relação ao livro. É minha primeira experiência real com a escrita do Stephen King (pois é, finalmente!) e vocês estavam certos, ele é muito detalhista, mas de uma maneira que prende o leitor a história.

Charlie me surpreendeu em diversos aspectos, principalmente em relação à maturidade. A menina tem entre 7 e 8 anos e demonstra uma auto consciência e maturidade impressionante. Talvez pelo jeito que fora criada por Andy e Vicky sempre tendo que prestar atenção para não utilizar a Coisa Ruim - seu poder. Isso também vai interferir na falta de capacidade de Charlie controlar o poder quando precisa utilizá-lo. Andy é um homem muito bom, apesar de ser perseguido pela Oficina por causa das habilidades que ele e a filha carregam, ele tenta ao máximo não usar o próprio, como falei, é um preço alto pra ele. E pra pessoa com quem ele usa também, dependendo do Impulso utilizado. O leitor vê que ele até certo ponto só quer ficar em paz.



A narrativa é na terceira pessoa, e temos alguns personagens centralizados, por exemplo, Andy e Charlie (óbvio, inclusive temos uns flashbacks do Andy), Rainbird (odeio esse cara), o Capitão etc. São capítulos grandes, mas que possuem divisórias numéricas mais curtas. Deixa a história ágil. É uma história de tirar o fôlego, com uma finalização que me deixou surpresa e intrigada pela escolha rs. Pude notar também que o King não tem dó nenhuma dos personagens que cria. Isso é interessante hahaha. Deixa mais difícil de saber o que pode acontecer a eles.

A Incendiária foi uma ótima primeira experiência com o autor e com certeza eu vou ler mais coisas dele. Um enredo bem usado e que, como o próprio autor fala na nota no final do livro, tem alguns aspectos realistas (tipo o Governo dos estados unidos aplicando alucinógenos em testes). O fato de termos uma criança com uma habilidade tão perigosa e poderosa é cativante. Fora que o fato de Andy e Charlie usarem os poderes têm consequências, pra eles e para os outros. É isso é demonstrado claramente na história. Incrível!

Recomendo e muito a leitura!



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