28.9.18

Resenha | Tudo Aquilo que Nos Separa






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❝[...] Já parecia que fazia anos que eu o conhecia. Que fazia uma vida inteira. Parecia que havia nos prometido ao nascermos, alinhando os caminhos, planejando tudo até finalmente nos encontrarmos.❞ - p. 15

Tudo Aquilo que Nos Separa vai trazer a história de Sarah, uma mulher que mais ou menos 20 anos atrás perdeu alguém muito importante. Tão importante que precisou ir embora de sua terra natal - Inglaterra - para se refazer. Em Los Angeles, ela trabalha em uma ONG de palhaços-doutores criada com Reuben, que atualmente é seu ex-marido, mas de algum jeito eles ainda conseguem trabalhar juntos.

Todo ano, Sarah volta para Gloucestershire, onde todo o sofrimento ficou, mas dessa vez, ela acaba encontrando Eddie no caminho. Eles instantaneamente criam uma conexão e uma paixão intensa. Eles vivem 7 dias incríveis, mas Eddie tem uma viagem para fazer - que ele prometera que cancelaria se ela pedisse - e Sarah tem coisas a resolver em Londres. Eles combinam que cada um vai fazer o que precisa e que eles vão dar um jeito. Eddie promete que vai ligar, mas por algum motivo, isso não acontece.

Sarah fica ao ponto de surtar tentando entender o motivo de Eddie ter desaparecido, e ela sente que algo muito ruim aconteceu. Ela liga, manda mensagem, e-mails, mas nada é respondido. Algumas coisas bem estranhas começam a acontecer, telefonemas silenciosos, uma mulher sempre a cercando e no meio disso tudo, Sarah descobre que Eddie está vivo, mas não quer contato.

A narrativa do livro é na primeira pessoa, em grande parte pelo ponto de vista de Sarah e sua procura e tentativa de compreender tudo que está acontecendo. A história é bem intrigante, demorei um pouco pra me conectar ao enredo, mas depois as coisas fluíram melhor. Vi muitos comentários que era uma narrativa que te enchia de lágrimas, mas não chorei nenhuma vez (será que tenho um problema? Hahaha).


❝[...] Acho que aprendemos que é melhor nos concentrar no que temos do que no que não temos.❞ - p. 141
O livro tem uma reviravolta interessante, que até metade da leitura não tinha passado pela minha cabeça, mas não é algo que você vai ler e falar “NOSSA”. A autora escreve a aflição de Sarah de um jeito palpável ao leitor, e isso me deu um pouco de ansiedade, por isso acabei de uma vez a leitura rs. Não sei muito bem explicar, mas na minha opinião faltou alguma coisa. Não foi uma história que me cativou, eu só fiquei tão nervosa que precisava saber o que acontecia. Os personagens principais tem conflitos que deram drama a narrativa, mas não senti que foram realmente bem resolvidos. Tenho a impressão de que Sarah precisava de uma intervenção terapêutica (sério rs).⠀

Não foi uma leitura ruim, mas também não foi super cheia de emoções como achei que seria. Tive problemas com o “desenvolvimento” meio fake da Sarah, com o romance, com a resolução dos problemas entre ela e Eddie… sei lá. Foi uma leitura estranha que me deixou angustiada, e não só de um jeito “ah essa é a intenção da autora”, mas de um jeito “ok, estou literalmente SOFRENDO lendo”. A história conta com alguns “flashback” do passado de Sarah que são importantes pra entender o presente dela e eles são apresentados em formato de e-mail que ela envia pro Eddie. 

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